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Fisioterapeuta em Petrópolis, Porto Alegre: quem sou, o que atendo e como funciona o consultório

Fisioterapeuta em Petrópolis, Porto Alegre: quem sou, o que atendo e como funciona o consultório

Escolher um fisioterapeuta não é uma decisão qualquer. Quando você inicia um tratamento, está confiando a alguém a forma como seu corpo vai se mover nos próximos meses — às vezes, anos. Por isso, faz sentido querer saber quem está do outro lado antes de marcar a primeira sessão.

Criei esta página justamente para isso: aqui explico quem sou, o que atendo, onde fica meu consultório, como funciona a avaliação e como você pode falar comigo pelo WhatsApp.

Oi, sou a Nina, fisioterapeuta no bairro Petrópolis

Nina Amoretti, fisioterapeuta no bairro Petrópolis em Porto Alegre, retrato profissional para apresentação do consultório e serviços de fisioterapia especializada

Sou a Nina Amoretti, fisioterapeuta em Porto Alegre há quase duas décadas. Atendo em consultório próprio na Av. Lavras, 625, no bairro Petrópolis, e recebo pacientes também de regiões próximas como Bela Vista, Moinhos de Vento, Mont Serrat, Três Figueiras e Jardim Europa.

Meu trabalho é baseado em fisioterapia manual ortopédica, pilates clínico, agulhamento seco e liberação miofascial, sempre organizados dentro de um plano terapêutico individualizado.

Minha formação começou no IPA (Instituto Porto Alegre), onde me formei em Fisioterapia em 2008. Em 2009 me certifiquei em Pilates e, desde então, venho estudando terapia manual, sistema fascial e movimento humano de forma contínua. Meu registro profissional é CREFITO-5/111220-F, que você pode consultar no site oficial do conselho.

Atendo de forma particular, com agenda própria. Isso significa continuidade no cuidado: quem começa o tratamento comigo, segue comigo, sem troca de profissional entre sessões, com ajustes conforme o corpo responde ao longo do processo.

O que eu atendo: quatro técnicas integradas no plano

Minha prática não é uma técnica só. É um conjunto de ferramentas que eu escolho conforme o que a avaliação mostra. Abaixo estão as quatro abordagens que mais uso no dia a dia, com uma ideia do quando cada uma costuma entrar.

Fisioterapia manual ortopédica

É a base do meu trabalho. Envolve mobilização articular, técnicas de tecidos moles e manobras direcionadas à dor mecânica, com avaliação cuidadosa de amplitude de movimento e cadeia muscular. Costuma ser o primeiro recurso quando a queixa envolve limitação articular, dor localizada ou restrições de movimento recentes. A fisioterapia manual que eu pratico é ortopédica, com foco em função e retorno ao movimento sem dor.

Liberação miofascial

Trabalho com o sistema fascial, essa rede de tecido conjuntivo que conecta músculos, órgãos e articulações em cadeia. A liberação miofascial pode ajudar quando a dor parece migrar, quando há sensação de tensão difusa ou quando o movimento trava em regiões aparentemente distantes da dor. Uso como complemento à avaliação manual, não como técnica isolada.

Agulhamento seco (dry needling)

Também conhecido como dry needling, o agulhamento seco é uma técnica em que uso agulhas filiformes para tratar pontos-gatilho miofasciais. Costuma ser indicado quando a avaliação identifica pontos dolorosos ativos dentro de uma banda muscular tensa. Se você quer entender melhor o mecanismo, pode ler meu artigo sobre o que é o dry needling e como a técnica funciona, que explica com mais profundidade. Nem toda dor responde bem à agulha, por isso a indicação depende da avaliação presencial.

Pilates clínico

O pilates clínico não é aula em grupo. É um trabalho terapêutico no qual os exercícios são escolhidos para cada pessoa, com carga e progressão ajustadas ao quadro clínico. Uso como etapa de fortalecimento, controle motor e recuperação de confiança no movimento, geralmente integrado ao plano depois que a dor aguda reduz. No meu consultório, acontece dentro do processo terapêutico, não fora dele.

Na prática, essas quatro técnicas se combinam. Um mesmo paciente pode começar com mobilização manual, receber agulhamento seco em uma sessão específica, fazer liberação miofascial quando o corpo pede, e entrar no pilates clínico quando estiver pronto para a parte ativa. A escolha é feita na avaliação e revisada em cada sessão.

Bairros que atendo e como chegar

O consultório fica em Petrópolis, mas atendo pessoas de vários bairros próximos em Porto Alegre. Os tempos abaixo são estimativas de carro em horário comum, não em pico.

  • Petrópolis: consultório aqui mesmo, Av. Lavras, 625.
  • Bela Vista: cerca de 5 minutos, via Av. Protásio Alves.
  • Moinhos de Vento: cerca de 8 a 10 minutos, via Av. Nilo Peçanha.
  • Mont Serrat: cerca de 5 a 7 minutos, via Av. Carlos Gomes.
  • Três Figueiras: cerca de 10 minutos, via Av. Nilo Peçanha.
  • Jardim Europa: cerca de 12 a 15 minutos, via Av. Carlos Gomes.

Se você está em um bairro próximo e está pesquisando fisioterapeuta particular de consultório, costuma valer a pena vir até aqui. O consultório é calmo, a sessão tem tempo para conversar, reavaliar e ajustar. Não é um espaço em que você troca de profissional toda semana.

Para quem mora mais longe ou tem limitação importante de deslocamento, também faço atendimento remoto por telessaúde em casos que se adequam a esse formato (orientação, acompanhamento, exercícios). O remoto não substitui a avaliação presencial no primeiro momento, mas pode ser um caminho quando vir até aqui não é possível.

Como é o atendimento no consultório

Saber o que esperar reduz a ansiedade da primeira vez. O processo é simples e tem três momentos.

Primeira sessão

A primeira sessão é mais longa, geralmente entre 60 e 90 minutos. Começo com anamnese, ou seja, conversa estruturada sobre sua dor, rotina, histórico, cirurgias, exames, esportes e objetivo. Em seguida faço exame físico, com testes de movimento, palpação e avaliação postural conforme o caso. Ao final, conversamos sobre hipóteses, plano terapêutico inicial e frequência sugerida.

Traga, se tiver, exames recentes (raio-X, ressonância, ultrassom), encaminhamento médico quando houver e uma lista dos medicamentos em uso. Roupa confortável ajuda.

Sessões seguintes

Depois da avaliação, as sessões duram em torno de 50 a 60 minutos. Costumam começar com reavaliação e técnicas manuais, passam por agulhamento seco ou liberação miofascial quando indicados, e terminam com exercícios ativos ou pilates clínico e orientação para casa. A cada sessão eu reavalio o quadro e ajusto o plano.

Entre as sessões

Entre uma sessão e outra, o WhatsApp fica aberto para dúvidas práticas sobre exercício, postura, ajuste de exercício em casa. Não faço diagnóstico por mensagem e não passo conduta nova sem ver a pessoa. É um canal de apoio, não de consulta a distância.

Endereço e como agendar

  • Endereço: Av. Lavras, 625 — Petrópolis, Porto Alegre — RS, 90460-040
  • Plus Code: XR67+MR Petrópolis, Porto Alegre — RS
  • WhatsApp: (51) 98195-6462
  • Horário: atendimento até 19h, com agenda flexível ao longo do dia
  • Website: ninaamoretti.com.br
  • Registro profissional: CREFITO-5/111220-F

Para agendar, prefiro pelo WhatsApp. A conversa inicial me ajuda a entender sua queixa, sugerir um horário e combinar a primeira avaliação. Se preferir outro canal, você também me encontra pelo site.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma sessão de fisioterapia com você?

Os valores dependem do plano terapêutico individualizado, que é combinado depois da primeira avaliação. Por isso prefiro conversar pelo WhatsApp antes de passar número fechado. Assim consigo explicar o que está incluído, a frequência sugerida e como o reembolso funciona se for o seu caso.

Você atende por convênio?

Atendo de forma particular. Alguns planos de saúde aceitam reembolso parcial mediante recibo com CREFITO, por isso vale consultar sua operadora antes de agendar, forneço a documentação necessária.

Quanto tempo dura uma sessão?

A avaliação inicial leva entre 60 e 90 minutos, tempo suficiente para anamnese, exame físico e plano de tratamento. As sessões seguintes ficam em torno de 50 a 60 minutos, com reavaliação, técnicas manuais, exercícios ativos e orientação final. A duração pode variar um pouco conforme o quadro.

Como sei se preciso de fisioterapia ou de outro profissional?

Uma avaliação presencial costuma esclarecer isso. Queixas musculoesqueléticas como dor cervical, lombar, ombro, quadril geralmente se beneficiam. Sintomas como irradiação intensa, trauma recente, febre, fraqueza ou perda de controle precisam de médico antes. Se tiver dúvida, me mande uma mensagem no WhatsApp e conversamos.

Qual é o melhor fisioterapeuta em Petrópolis?

Não existe “o melhor” no sentido absoluto. Existe o profissional mais alinhado com seu caso, sua rotina e sua forma de se comunicar. Vale olhar critérios objetivos, como registro no CREFITO, especialização compatível, proximidade do seu bairro e uma primeira conversa que te deixe confortável.

Você atende dor nas costas e outras regiões?

Sim, atendo dor lombar, dor cervical (incluindo torcicolo ao acordar e dores cervicais agudas), dor em ombro, joelho, tornozelo, quadril e disfunções relacionadas ao sistema fascial e à cadeia muscular. O plano depende da avaliação, não da região em si.

Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação presencial. Cada caso tem particularidades que só podem ser identificadas em uma consulta com um(a) fisioterapeuta habilitado(a).

Vamos marcar sua avaliação?

Se você está pesquisando um fisioterapeuta em Petrópolis, Porto Alegre, e sente que faz sentido conversar, chamo você para dar o primeiro passo. Me mande uma mensagem no WhatsApp e a gente combina a primeira avaliação com calma.

Agendar avaliação pelo WhatsApp (51) 98195-6462

Por Nina Amoretti — Fisioterapeuta, CREFITO-5/111220-F. Quase 20 anos de prática clínica em fisioterapia manual ortopédica, pilates, agulhamento seco e liberação miofascial. Consultório na Av. Lavras, 625 — Petrópolis, Porto Alegre/RS. WhatsApp (51) 98195-6462.

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Dor no ombro

Fisioterapia nas Lesões de Ombro

A dor no ombro é uma queixa muito comum e pode interferir em atividades simples do dia a dia, como vestir uma roupa, dormir, trabalhar ou praticar exercícios físicos. Por ser uma articulação extremamente móvel, o ombro exige equilíbrio entre força, mobilidade e controle — e quando esse equilíbrio se perde, surgem a dor e a limitação funcional.

A fisioterapia é uma das principais formas de tratamento para as lesões de ombro, sendo indicada tanto em casos recentes quanto em dores crônicas, sempre com foco na recuperação do movimento, da função e da qualidade de vida.


Principais causas de dor no ombro

As lesões de ombro podem ter diferentes origens, entre as mais comuns estão:

  • Lesões e sobrecarga do manguito rotador
  • Tendinites e inflamações
  • Capsulite adesiva (ombro congelado)
  • Instabilidade e luxações
  • Dor relacionada à postura e ao padrão de movimento
  • Alterações musculares e miofasciais

Cada caso deve ser avaliado de forma individual, considerando não apenas o local da dor, mas o funcionamento do corpo como um todo.


Como a fisioterapia atua nas lesões de ombro

O tratamento fisioterapêutico atual é baseado em evidências científicas e diretrizes internacionais, priorizando abordagens ativas e personalizadas.

🧠 Educação e entendimento da dor

Parte fundamental do tratamento é ajudar o paciente a entender sua dor, o processo de recuperação e as expectativas realistas. Quando o paciente compreende o que está acontecendo, sente-se mais seguro para se movimentar e participar ativamente do tratamento.


💪 Exercícios terapêuticos individualizados

Os exercícios são o principal recurso da fisioterapia moderna para o ombro. Eles são cuidadosamente selecionados e evoluem conforme a melhora do quadro, incluindo:

  • Exercícios para ganho de mobilidade
  • Fortalecimento progressivo dos músculos do ombro
  • Estabilidade e controle da escápula
  • Exercícios funcionais, de acordo com a rotina e os objetivos do paciente

Tudo é adaptado à fase da lesão, ao nível de dor e às necessidades individuais.


✋ Terapia manual como complemento

Técnicas manuais podem ser utilizadas para reduzir a dor, melhorar a mobilidade e preparar o corpo para o exercício. Quando associadas ao movimento ativo, elas potencializam os resultados do tratamento.


Aparelhos e recursos complementares

Recursos como eletroterapia, calor ou outros métodos podem ser utilizados de forma estratégica para alívio de sintomas, especialmente no início do tratamento. No entanto, eles não substituem o movimento e os exercícios, que são fundamentais para uma recuperação duradoura.


Tratamento individualizado e focado em você

Cada ombro tem uma história, uma rotina e necessidades diferentes. Por isso, a fisioterapia vai além do tratamento local da dor, avaliando postura, movimento, força e hábitos diários, sempre respeitando o ritmo e os limites de cada paciente.


Quando procurar um fisioterapeuta?

  • Dor persistente no ombro
  • Dificuldade para levantar o braço
  • Dor para dormir de lado
  • Sensação de fraqueza ou rigidez
  • Limitação nas atividades diárias ou esportivas

Quanto antes o tratamento é iniciado, maiores são as chances de uma recuperação eficiente.


Conclusão

A fisioterapia nas lesões de ombro é um tratamento seguro, eficaz e baseado em evidências científicas atuais. Com uma abordagem ativa, individualizada e centrada no paciente, é possível reduzir a dor, recuperar o movimento e devolver autonomia ao corpo.

Se você sente dor no ombro ou deseja melhorar sua função, a fisioterapia pode ser o caminho para um movimento mais livre e sem dor.

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Fáscia, Movimento e Terapia Manual: A Abordagem Integrada para a Dor e Bem-Estar

FÁSCIA

A fáscia, esse tecido conjuntivo essencial que envolve, sustenta e conecta todas as estruturas do corpo, incluindo músculos, ossos, nervos, vasos sanguíneos e órgãos, tem se destacado cada vez mais no campo da fisioterapia e da terapia manual. Profissionais como Robert Schleip, Thomas Myers, Carla Stecco e Fabiana Silva, têm sido fundamentais para a ampliação do nosso entendimento sobre o papel da fáscia no movimento, na dor e na saúde física. Como profissional especializada em fáscia, terapia manual e dor, atuando em Porto Alegre, me sinto profundamente inspirada por essas figuras, cujas pesquisas e abordagens inovadoras moldam minha prática no cuidado e tratamento dos meus pacientes.

Mais do que um Tecido Conectivo

A fáscia é uma rede contínua que percorre todo o corpo, interligando diferentes sistemas e estruturas. Por muito tempo, acreditou-se que ela era apenas um invólucro passivo dos músculos. No entanto, as pesquisas recentes revelaram que a fáscia possui propriedades contráteis e sensoriais, o que a torna fundamental não apenas para a estrutura, mas também para o movimento e a propriocepção.

A fáscia possui uma alta densidade de receptores nervosos, o que explica sua ligação direta com a percepção da dor. Quando comprometida, seja por lesões, desequilíbrios ou até mesmo por tensões emocionais, pode contribuir para a permanência das dores crônicas. Com base na teoria das cadeias miofasciais (músculos e fáscia), essas disfunções podem impactar a postura e gerar padrões de dor referida. Técnicas de terapia manual, como liberação miofascial e outras abordagens, ajudam a restaurar a funcionalidade da fáscia, proporcionando alívio e melhorando a mobilidade.

Exercícios para a Fáscia e o Movimento Saudável

O movimento é fundamental para a saúde da fáscia. Exercícios que respeitam o movimento tridimensional e promovam a elasticidade do tecido conectivo são essenciais para manter a fáscia hidratada e funcional. As atuais pesquisas sobre fáscia evidenviando-a também como um órgão sensorial, têm nos mostrado a importância de incluí-la no planejamento terapêutico e nos exercícios. Como profissional especializada em Terapia manual e do movimento, sempre oriento meus pacientes a incorporarem práticas que favoreçam a flexibilidade e a força das cadeias miofasciais.

A Influência dos Especialistas na Terapia Manual e Fisioterapia

A abordagem que sigo em minha prática está profundamente inspirada pelos estudos de Robert Schleip, Thomas Myers, Carla Stecco e Fabiana Silva. A influência destes especialistas na terapia manual e fisioterapia, tem sido crucial para a evolução do entendimento e aplicação da fáscia na reabilitação e no tratamento de dores musculoesqueléticas. Esses pioneiros mostraram que a fáscia não é apenas um tecido passivo, mas um agente ativo na biomecânica e na percepção de dor. Como terapeuta manual, é minha missão aplicar esses conceitos em técnicas que otimizem a função do corpo e aliviem a dor.

Schleip, com suas contribuições sobre a fisiologia da fáscia, ajudou a fundamentar a importância do tecido conjuntivo na mobilidade e recuperação dos movimentos, enquanto Myers, com sua teoria dos trilhos ou meridianos miofasciais, trouxe uma nova abordagem para entender como as tensões podem ser transmitidas pelo corpo. Carla Stecco, por sua vez, aprofundou o estudo da fáscia de uma perspectiva anatômica e funcional, revelando como a disfunção fascial pode impactar a saúde. Fabiana Silva, com sua pesquisa aplicada no contexto clínico, ampliou o conhecimento sobre o tratamento da dor, promovendo estratégias que consideram o sistema fascial em suas terapias. Esses especialistas não só influenciam e inspiram diretamente as minhas práticas clínicas, como também estimulam a formação de uma base científica robusta que alinha teoria e prática, à fisioterapia moderna.

Conclusão

A combinação de uma avaliação detalhada da fáscia, exercícios específicos e terapias manuais focadas é a chave para um tratamento eficaz e para a promoção de uma vida sem dor. Se tu está buscando alívio para dores agudas e crônicas ou deseja melhorar a mobilidade, a integração da fáscia no teu tratamento pode ser a solução.

Entre em contato comigo e descubra como posso ajudar a restaurar o equilíbrio do teu corpo e promover um movimento mais livre e saudável!

Escrito por

Nina Amoretti

Crefito-5 111220-F

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Fisioterapia na prática: O Caminho para o Tratamento Eficaz das Cervicobraquialgias

O que é Cervicobraquialgia?

A cervicobraquialgia é uma condição clínica que aparece muito no meu consultório. Caracteriza-se pela presença de dor cervical que se estende ou irradia para o braço. Este quadro clínico pode ser causado por diversos fatores, sendo as hérnias de disco, a degeneração da coluna cervical e os hábitos posturais inadequados os mais comuns.

A hérnia de disco ocorre quando o material gelatinoso no interior de um disco intervertebral se desloca para fora (o que, na maioria das vezes pode ser assintomático), pressionando ou irritando um nervo espinhal (nestes casos, gerando sintoma), causando a chamada radiculopatia. A degeneração da coluna cervical, por sua vez, consiste na deterioração gradual das estruturas da coluna, como discos e vértebras que, com o passar do tempo, pode por exemplo, obstruir os forames por onde passam os nervos levando também ao mesmo tipo de dor.

Além dos problemas estruturais, o mais comum que pode gerar sintomas de cervicobraquialgia são contraturas e desalinhamentos causados por hábitos posturais inadequados, como permanecer por muito tempo em uma mesma posição ou trabalhos que exijam esforços repetitivos, podem agravar ou mesmo originar a cervicobraquialgia. Estas praticas, podem levar ao surgimento de dor, que pode se estender ao braço, sem necessariamente estar com a raiz do nervo comprometida (radiculopatia). Nestes casos, muitas vezes a Hérnia pode ser um achado radiológico e não estar, necessariamente, causando a dor.

Os principais sintomas da cervicobraquialgia incluem dor intensa no pescoço, que desce pelo braço, formigamento e dormência ao longo do percurso do nervo afetado, e fraqueza muscular no braço. Esses sintomas podem variar em intensidade e localização, dependendo da gravidade do problema subjacente.

Para o diagnóstico da cervicobraquialgia, é fundamental que o fisioterapeuta e o médico realizem uma avaliação clínica minuciosa, incluindo exames físicos específicos para identificar a causa da dor e a extensão dos sintomas. Os exames de imagem, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, são frequentemente utilizados para confirmar o diagnóstico, mas nem sempre são essenciais para o tratamento, visto que, na maioria dos casos, a dor não é advinda de um problema estrutural. Porém uma visão detalhada da estrutura da coluna cervical, através da imagem somada a uma avaliação clínica condizente pode facilitar o tratamento.

A Importância da Fisioterapia no Tratamento da Cervicobraquialgia

Para que a fisioterapia seja realmente eficaz, é fundamental um diagnóstico preciso, seguido de um plano de tratamento individualizado. Um fisioterapeuta especializado em cervicobraquialgia deve realizar uma avaliação detalhada de cada caso, identificando as causas específicas e os fatores agravantes da condição. Com base nessa avaliação, o profissional pode criar um programa terapêutico personalizado, adaptado às necessidades e limitações do paciente. Essa abordagem personalizada garante que todos os aspectos da condição sejam abordados de forma adequada, promovendo uma recuperação mais eficaz, rápida e duradoura.

A redução da dor é um dos principais benefícios proporcionados pela fisioterapia. Ao trabalhar com técnicas de terapia manual, como a liberação miofascial, mobilização articular e neural, um fisioterapeuta especializado pode aliviar a compressão nervosa e reduzir a inflamação.

Além da melhora da mobilidade e da redução da dor, o fortalecimento muscular é essencial no tratamento da cervicobraquialgia. A fraqueza muscular e falta de mobilidade na região do pescoço e ombros pode exacerbar os sintomas e prolongar a recuperação. Os exercícios de mobilidade e fortalecimento, cuidadosamente planejados por um fisioterapeuta, visam estabilizar a coluna cervical, melhorar a postura e prevenir futuras recaídas.

Métodos que eu utilizo no consultório

No consultório, eu diria que 90% dos pacientes que procuram atendimento, vem por cervicobraquialgias de causa mecânica, ou seja, por contraturas e desequilíbrios musculares, que podem causar compressões no trajeto dos nervos.

Utilizo uma abordagem holística e personalizada ao tratar meus pacientes, visto que esta é uma condição complexa que exige uma atenção especial a diversos aspectos do corpo e do estilo de vida de cada paciente. Entre os métodos de tratamento que eu utilizo, destacam-se as mobilizações articulares, que são técnicas específicas para restaurar a movimentação normal das articulações cervicais e melhorar a função neuromuscular. Essas mobilizações são cruciais para aliviar a compressão nervosa e reduzir a dor cervical.

Além das mobilizações, a liberação miofascial e alongamentos específicos são aplicados para aumentar a flexibilidade e diminuir a tensão neuromuscular. Mobilizar os músculos da cervical e do braço ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos tecidos, o que é essencial para o alívio da dor e a recuperação. Também integro exercícios, visando especialmente a musculatura do pescoço, ombro e braço. O fortalecimento desses grupos musculares é fundamental para a estabilização dinâmica da coluna cervical e para prevenir recidivas.

Em suma, minha abordagem é abrangente e centrada no paciente. Considero não só os sintomas físicos da dor cervical, mas também o estado emocional e o estilo de vida do paciente, garantindo um tratamento integrado e eficaz para a cervicobraquialgia.

Resultados do tratamento

Os resultados, no entanto, variam de acordo com a gravidade da condição e o comprometimento do paciente. Destaco que é fundamental estabelecer expectativas realistas. É comum observar progresso significativo após algumas sessões de tratamento contínuo, entretanto, para casos mais severos de dor cervical irradiada para o braço, pode ser necessário um período mais extenso de terapia. Costumo dizer que a “consistência e a paciência são chave fundamental” para o bom prognóstico e ressalto que a adesão do paciente às recomendações do fisioterapeuta é crucial para o sucesso do tratamento.

Além do tratamento inicial, recomendo fortemente a incorporação de um plano de exercícios de fortalecimento como Pilates e/ou musculação no dia a dia para manter os resultados obtidos e prevenir futuras crises de cervicobraquialgia. Também são ótimas recomendações, evitar manter a mesma postura no trabalho ou fazer movimentos repetitivos por longos períodos, incorporando pausas sistemáticas para se movimentar. O mesmo vale para as atividades de vida diária, evitando assim sobrecarregar a região cervical, preservando a saúde da sua coluna!

Escrito por:

Nina Amoretti

CREFITO-5 111220-F

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